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Cidades
Publicada em 13/03/19 às 10:12h - 60 visualizações
Dois atiradores matam oito – 7 da Escola Estadual Raul Brasil – e depois se suicidam
Na escola suzanense eles mataram 4 estudantes e 2 funcionárias. Outras duas pessoas morreram no hospital, totalizando dez mortos.

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE


 (Foto: Correio Independente )

Dois atiradores encapuzados entraram na Escola Estadual Raul Brasil, no Parque Suzano, área central de Suzano, na manhã desta quarta-feira, (13/03) e fizeram cerca de 30 disparos. Segundo a polícia, entre os mortos no ataque estão cinco adolescentes –  alunos do ensino médio – e dois funcionários da Escola Estadual Professor Raul Brasil, além dos atiradores, um de 25 anos e outro de 17 – que foi quem arquitetou o crime. A oitava vítima fatal foi atingida em uma locadora de veículo, e é tio do atirador menor de idade. Depois dos crimes, os dois adolescentes se mataram, totalizando em dez as mortes dessa tragédia.

 

O portão estava aberto, eles entraram e foram recebidos pela coordenadora Marilena Ferreira Vieira Umezo, a primeira vítima morta no local. Em seguida foi morta uma outra funcionária da escola, Eliane Regina Oliveira Xavier.

 

Tudo ocorreu por volta das 9h30, embora as imagens na foto abaixo mostrem o relógio apontando 8h22, já com viaturas da PM e Bombeiros na porta. Provavelmente, a câmera que flagrou Essas imagens ainda está configurada para o horário de verão.

 

A escola tem, atualmente, 105 funcionários e 1.067 alunos, que cursam do 5º a ano ao ensino médio, sendo a maioria alunos de ensino médio.

 

O ataque foi praticado no horário do intervalo da escola e o barulho e ruídos normais de muitos alunos durante o horário de folga só foi paralisado com os vários estampidos dos tiros. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, em entrevista coletiva sobre o massacre em Suzano, confirmou que os dois assassinos eram ex-alunos da Raul Brasil.  O mais jovem, Guilherme Taucci Monteiro, estudou na escola até pouco tempo atrás.

 

O ataque foi praticado no horário do intervalo da escola e o barulho e ruídos normais de muitos alunos durante o horário de folga só foi paralisado com os vários estampidos dos tiros. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, em entrevista coletiva sobre o massacre em Suzano, confirmou que os dois assassinos eram ex-alunos da Raul Brasil.  O mais jovem, Guilherme Taucci Monteiro, estudou na escola até pouco tempo atrás. O outro também é ex-aluno do estabelecimento.

 

Um dos primeiros a chegar ao local foi um policial civil a paisana, de bermudas e camiseta vermelha. Ele foi até o portão da escola, enquanto muitos estudantes fugiam. Ele entrou em contato com o 190 do Copom – Centro de Operações da Polícia Militar, avisando que era policial, e os PMs avisaram a rede que se tratava de um policial. Ele tentava surpreender os responsáveis pelo ataque, que até aquele momento não se sabiam quantos e quem eram.

 

Em coletiva na tarde desta quarta-feira, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, confirmou a identidade das vítimas do massacre de Suzano. Um deles é Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, que foi o atirador, e outro Luiz Henrique de Castro, de 25, que completaria 26 anos neste sábado (16/03).

 

Veja vídeo dos dois assassinos chegando na escola

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Veja quem são os feridos e onde estão

De acordo com o governo de São Paulo, há ainda 11 feridos em hospitais, que são:

Letícia Melo Nunes, foi atendida Hospital Santa Maria, em Suzano, e transferida para Hospital Santa Marcelina, de Itaquaquecetuba), está estável e sob acompanhamento especializado de cirurgia geral.

Samuel Silva Felix, segue no Hospital Santa Maria.

Anderson Carrilho de Brito, 15 anos, transferido do Pronto-Socorro Municipal de Suzano para o Hospital das Clínicas de São Paulo. Seu estado grave, no centro cirúrgico.

Murillo Gomes Louro Benite, 15 anos, socorrido ao Hospital das Clinicas de São Paulo pelo Águia, estável no PS.

Jennifer Silva Cavalcanti, segue no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi. Seu estado é grave, porém estável, passou por procedimentos cirúrgicos e está sendo acompanhada pela equipe médica.

Leonardo Vinicius Santos Rosa, 20 anos, estava na Santa Casa de Suzano e foi transferido para o Hospital das Clínicas de São Paulo, seu estado é estável no PS.

Leonardo Martinez Santos, socorrido ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. Ele fraturou o tornozelo e passará por cirurgia.

Adna Isabella Bezerra de Paula, 16 anos, transferida do Pronto-Socorro de Suzano para o Hospital das Clínicas de São Paulo. Sua condição é estável, na emergência.

Beatriz Gonçalves Fernandes, 15 anos, estável no Pronto-Socorro de Suzano.

Guilherme Ramos do Amaral, 14 anos , por volta das 19h20 passava por cirurgia no Pronto-Socorro de Suzano.

Um dos feridos, José Vitor Ramos Lemos, 18, passou por uma cirurgia no Hospital Santa Maria e estava com uma machadinha cravada no tórax, próximo do pescoço. Ele percorreu cerca de 300 metros, a pé, correndo em busca de socorro com o objeto no seu corpo.

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Veja quem são os mortos no massacre

Baleados na escola, que morreram:

Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos, (Funcionária da Escola Raul Brasil)
Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, (Funcionária da Escola Raul Brasil)
Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos (Aluno)
Cleiton Antonio Ribeiro, 17 anos (Aluno)
Caio Oliveira, 15 anos (Aluno)
Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos (Aluno)
Doulas Murilo Celestino, 16 anos (Aluno) – socorrido ao Hospital de Clínicas Luzia Pinho de Melo, em Mogi, mas não resistiu e morreu.

 

Baleado na loja de veículos

Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, tio de um dos atiradores. Foi atendido no Pronto-Socorro de Suzan, transferido para o Hospital das Clínicas, em SP,mas não resistiu e morreu.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Suzano as oito vítimas da ocorrência. Os dois atiradores foram encaminhados ao IML de Mogi das Cruzes. Todas as vítimas já foram identificadas.

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A cronologia do ataque, segundo o coronel Marcelo Salles

 

Quem relatou á imprensa a cronologia do ataque, de acordo com o que disseram as testemunhas, foi o coronel Marcelo Salles, comandante-geral da Polícia Militar. Ele disse que, antes de entrar na escola e praticarem o ataque mortal, os dois adolescentes atiradores atiraram contra o proprietário de um lava-jato,  localizado bem em frente à escola. Essa vítima passou por cirurgia na Santa Casa suzanense e foi transportado para o Hospital das Clínicas de São Paulo por um helicóptero Águia da PM.

 

Um vídeo de uma câmera de monitoramento revela que os dois atiradores chegaram em um Ônix branco (que eles roubaram do tio de Guilherme, morto pelo sobrinho), em frente à entrada da escola estadual.

 

Ainda de acordo com Salles, tudo ocorreu durante o horário de intervalo da escola. Primeiro, eles atiraram em uma coordenadora pedagógica e uma supervisora. Em seguida, se dirigiram ao pátio, onde atingiram em quatro alunos de ensino médio.

 

Há imagens que mostram que enquanto o primeiro que já havia atirado em algumas vítimas, o segundo atirador entrou, sem arma de fogo, mas ainda terminou de ferir com uma machadinha as pessoas que já tinham sido vítima das armas de fogo. Ele seguiu atacando outros estudantes.

 

Na sequência, os dois foram até o Centro de Línguas, que existe no Raul Brasil. Mas, por sorte, os alunos que estavam lá conseguiram se esconder em uma sala de aula. Foi então que os atiradores se suicidaram no corredor em frente.

 

a reportagem  apurou que o um dos, atiradores, o de 17 anos, Guilherme foi demitido de uma empresa de locação de veículos do tio dele (nos fundos há um lava-rápido), que fica na Avenida Mogi das Cruzes, nas proximidades da escola. Lá ele atirou por 3 vezes no tio, Jorge Antonio de Moraes, um deles no peito. Jorge era conhecido no bairro e tinha a loja há 27 anos. Ele deixa três filhos. Depois de atirar no tio, ele e o atirador mais velho entraram na escola e continuaram a barbárie.

 

Funcionários de jorge disseram que o Ônix não foi roubado na locadora do tio, mas já estava com outro jovem, que esperou na porta até que o homem fosse assassinado. O carro havia sido locado há 21 dias em outro local, e ficava em uma garagem que a dupla pagou para deixar o veículo.

 

De acordo com o coronel Salles, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, fizeram uma varredura na escola, porque foram encontrados artefatos com aparência similar a de explosivos.  A área, no entorno da escola, está isolada por risco de haver explosivos, mas na sacola deixada pela dupla não havia nenhum tipo de bomba.

 

Prefeitura de Suzano informa que o Pronto Socorro Municipal, anexo à Santa Casa, atendeu crianças com ferimentos leves. Ainda de acordo com a nota, os feridos com maior gravidade foram encaminhados para o Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba e para o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, e Santa Casa, ambos em Mogi das Cruzes, além do Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba. A nota prossegue informando que a prefeitura suzanense oferece suporte com equipes de emergência, incluindo a  Guarda Civil Municipal e a Defesa Civil.

 

Dois helicópteros Águia da Polícia Militar e três unidades do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram para o local, além de outras equipes da PM, incluindo o Gate, e seis viaturas do Corpo de Bombeiros – incluindo equipe que saíram de Mogi das Cruzes em direção ao local, atendem a ocorrência. Viaturas da Polícia Civil e Instituto de Criminalística estão no local. Todo o efetivo da 1ª Companhia do 32º Batalhão de Suzano foi destacado para essa ocorrência, inédita na cidade e em todo as dez cidades do Alto Tietê (Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá, Santa Isabel, Biritiba Mirim, Salesópolis e Guararema).

 

A polícia investiga se há outros envolvidos nessa tragédia, além dos dois atiradores que se mataram. A polícia encontrou no local uma besta (artefato medieval, composto de arco, uma flecha que dispara na horizontal), um outro arco e flecha, quatro jet luder (plásticos para recarregamento de armas, garrafas que provavelmente seriam coquetéis molotov, uma mala com fios, além de um revólver calibre 38. A numeração da arma estava raspada, informou o secretário de Segurança Pública, o que indica que o revólver teria origem ilegal.

 

Como mostra uma das fotos mais abaixo, na cintura, um dos adolescentes tinha ainda uma machadinha, que na foto abaixo pode ser vista em sua cintura. Mas havia outra machadinha, que ficou cravada entre no tórax, próximo do pescoço de uma das vítimas, que segue internada.

 

Uma testemunha disse à polícia que o outro adolescente estaria com uma faca.

 

Toda a área está isolada, e ainda é grande o desespero de pais e parentes de alunos que estudam na instituição em busca de informações. Parte dos estudantes conseguir fugir. O drama de pais e responsáveis e que vão até os locais onde os estudantes conseguiram se esconder, e não têm informações sobre seus filhos.

 

As imagens são muito fortes, uma delas está no fim do texto. Em uma delas é possível ver que um dos atiradores está com roupas pretas, luvas, lenço de caveira, além de portar uma espécie de machadinha na cintura e usava um capuz, tipo balaclava, na cor preta.

 

O outro atirador está com calças pretas e uma jaqueta xadrez, e também usava luvas e capuz também preto.

 

Atirador tinha uma machadinha na cintura. No rosto, uma máscara, que cobre do nariz para baixo, com uma figura de caveira.

 

O ataque todo teria durado por volta de 50 minutos, e teria começado no pátio da instituição, no horário do recreio, e depois os atiradores entraram nos corredores da Raul Brasil.

 

Uma professora do Raul Brasil, Sandra Perez, contou que por voltadas 9h30 a maioria dos estudantes estavam no intervalo. “Eu estava na sala de aula e pensei que fossem bombas. Mas depois vi que eram tiros”. Segundo ela, os policiais militares chegaram cerca de 20 minutos depois.

 

 

Até as 13h27, os corpos das vítimas mortas na escola, incluindo os dois dois atiradores, não tinham sido retirados do local. Os carros do Instituto Médico Legal (IML) estão aguardando para fazer a retirada.

 

Segundo contou uma testemunha, que pediu para não ser identificada, Guilherme foi expulso da Escola Estadual Raul Brasil por um problema que ele não teria causado, o que pode ter gerado uma espécie de revolta. A mãe dele é usuária de drogas e mora nas ruas. O adolescente era criado pelos avós, mas recentemente a avó morreu.

 

Ainda segundo a testemunha, o tio de Guilherme, Jorge, teria descoberto o plano macabro do sobrinho e tentou impedir, mas acabou morto por ele.

 

Uma outra testemunha conta que a dupla tem um grupo de WhatsApp, e que já teriam tentado entrar em duas escolas suzanenses, mas elas têm a segurança reforçada, o que impediu a ação. Essa informação, que necessita de confirmação, foi repassada por um advogado de Mogi para a Polícia Militar.

 

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Atirador de 17 anos postou fotos com arma horas antes do massacre

 

O adolescente Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, mantinha um perfil no Facebook sob nome Guilherme Alana, alimentado desde 2016. Poucas horas antes do massacre, ele postou diversas fotografias em que aparece com arma de fogo. Outras imagens mostram o adolescente mascarado e apontando o dedo médio para a câmera, como podem ser vistas abaixo.

 

Esse tipo de máscara se popularizou com o vídeogame de guerra Call of Duty, mas não é exclusiva do jogo. Segundo testemunhas, Guilherme era visto em lan-houses passando até 3 horas em jogos de tiro.

 

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Em 29 anos formado, e nunca presenciei nada igual, diz médico

Um médico, com 29 anos de formação, disse que nunca presenciou uma situação como essa. Ele conta que estava em um ambulatório quando foi chamado com urgência para ir para a Santa Casa de Suzano e no Pronto-Socorro para dar atendimento às vítimas. Segundo ele, três pacientes já foram levados imediatamente para um dos helicópteros Águia, da PM.

 

“A gente fez a estabilização hemodinâmica deles, com drenagem de tórax, entubação aerotraquial, tem uma outra menina na mesma situação, mas como está mais estável deve esperar para ser transportada pela Águia, e dois pacientes que virão do Hospital Santa Maria, mas já em condições estáveis, sem necessidade de cirurgia”, disse. “São histórias terríveis”, avaliou.

 

Viaturas da PM, do Gate, dois helicópteros Águia da PM, Samu, Polícia Civil, Instituto de Criminalística, Guarda Municipal, Bombeiros e Defesa Civil atenderam a ocorrencia
A repórter Julia Ballarini, da Record TV, foi uma das primeiras repórteres a chegar na Escola Raul Brasil, local do ataque dos adolescentes atiradores
A aglomeração na frente e no entorno da Escola Raul Brasil é muito grande. Pais e responsáveis pelos alunos e parentes de funcionários da escola, em busca de informações
Viaturas das polícias Civil, Militar, Defesa Civil, Guarda Municipal, entre outras, atenderam a ocorrência

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O governador João Doria foi até a escola em Suzano. Antes, pelas redes sociais, Doria lamentou o ocorrido e avisou que estaria vindo para o Alto Tietê (veja post abaixo). Ele cancelou a sua agenda e vio ao Alto Tietê para acompanhar os acontecimentos.

Doria viajou de São Paulo a Suzano acompanhado do secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, e do secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos.

“Esta é a cena mais triste que já assisti em toda minha vida e fico muito triste que este fato ocorra no nosso país, e aqui no Estado de São Paulo”, disse Doria.  “Cenário desolador. Solicitei apoio imediato a todas as vítimas e familiares. Muito triste!”, complementou o governador.

Doria decretou luto oficial de três dias no Estado. Por meio dos Ministérios de Segurança e Segurança Pública e Educação.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enviou dois psiquiatras e um psicólogo para dar apoio no atendimento às famílias e demais envolvidos na ocorrência, atuando em conjunto com a equipe do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de Suzano. Os profissionais darão suporte no próprio Caps e a pasta está em contato permanente com a Prefeitura para auxiliar a cidade em qualquer necessidade.

Profissionais estaduais de Saúde Mental, com equipes municipais, trabalharão conjuntamente na assistência psicológica nos próximos dias. Médicos do GRAU (Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências) atuaram ao lado dos Bombeiros e do Grupamento Aéreo (Águia), fortalecendo o trabalho do Resgate no atendimento pré-hospitalar às vítimas

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O governo federal também lamentou o incidente. Leia:

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República acaba de divulgar a seguinte nota sobre o massacre em Suzano:

“Mais uma vez, nosso país é abalado por uma grande tragédia.

O Governo Federal manifesta seu profundo pesar com os fatos ocorridos na cidade de Suzano, em São Paulo, apresentando suas condolências e sinceros sentimentos às famílias das vítimas de tão desumana ação.

Ao Estado de São Paulo, colocamos nosso total apoio para auxiliar na
apuração dos fatos.”

Pelo twitter, o ministro da Educação Ricado Velez Rodriguez, também falou sobre a tragédia:

“Crianças e jovens são o bem mais precioso de uma nação. É inadmissível que sofram qualquer tipo de violência. O ambiente escolar deve ser sagrado. Ainda hoje, estarei na cidade de Suzano.”

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Autoridades fizeram reunião com familiares

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, informou que, junto com a Polícia Militar e a prefeitura, reuniu-se nesta quarta-feira (13/03) om familiares das vítimas para dar suporte e informações, e que a conversa com eles “foi absolutamente triste”. “É muito difícil falar sobre isso, falar com as famílias, olhar para uma mãe que perdeu o seu filho. Não existe dor maior.”

“Primeiro, é uma das tragédias mais marcantes que esse país já teve. Não há como descrever a tristeza, o sofrimento das pessoas. Estávamos conversando com as famílias, dando o suporte, informando caso a caso, entendendo ainda a forma como podemos ajudar. Essa é a nossa prioridade neste momento”, disse o secretário. “É um momento muito difícil. Não há coisa mais difícil do que perder um filho.”

O secretário afirmou que a questão da segurança é um dos grandes problemas da educação atualmente. ele destacou que é um problema que vem sendo bastante discutido pela pasta. “A segurança nas escolas é uma preocupação do governo do estado. Temos câmeras de segurança. Estamos com mais de 41 mil câmeras de segurança no estado. Nessa escola, havia mais de 16 câmeras que estavam funcionando no momento. Mas isso, por si só, não resolve. Podemos discutir o uso de uniforme. Mas nada sozinho impediria uma tragédia”, ressaltou.

“Além de tratar da segurança da escola, precisamos de todo cuidado com esses jovens que podem estar sofrendo bullying.”. De acordo com Soares, esse é um problema que tem afetado as escolas em todo o mundo.  “Precisamos aprender cada vez mais com tudo isso que está acontecendo.”

Doação de sangue

Devido a tragédia em Suzano ocorrida na manhã desta quarta-feira, o Hemocentro de Suzano, que fica ao lado da Santa Casa e Pronto-Socorro municipal, pede a doação de sangue, principalmente do tipo O negativo




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