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Cidades
Publicada em 14/03/19 às 20:21h - 9 visualizações
Polícia apura participação de 3ª pessoa no massacre a estudantes da Raul Brasil
Jovem de 17 anos, já ouvido pela polícia, pode ser um terceiro participante do massacre. Sua apreensão já foi pedida à Justiça

PAULO QUARESMA – DO CORREIO INDEPENDENTE


Policiais civis do Instituto de Criminalística (IC) fazem perícia no Ônix alugado pelos responsáveis do massacre na escola suzanense  (Foto: Rosa / Agência Brasil)
Um terceiro participante, de 17 anos – pode ter  participado na organização do atentato na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano – está sendo investigado pela Polícia Civil. Ele estudou o ensino médio e foi colega de classe de um dos atiradores, Guilherme Taucci Monteiro – também de 17 anos, que segundo a polícia foi quem liderou o ataque.

 

O jovem já foi ouvido pela polícia civil, que pediu à Vara da Infância e da Juventude a apreensão do adolescente e espera autorização. Existe a suspeita da existência de um grupo de terrorismo doméstico, que age na Deep Web – a internet profunda, proibida. (leia mais sobre isso mais abaixo)

 

Segundo a polícia, esse possível terceiro integrante do massacre na Raul Brasil estava na cidade de Suzano no momento do ataque, mas não foi até a escola. A polícia não revelou quais provas ligam o menor ao ataque.

 

Como o processo segue em sigilo de Justiça – por envolver um menor – os delegados e policiais civis não podem passar determinadas informações. Mas sabe-se que há um vídeo em que uma terceira pessoa aparece junto com os dois assassinos dias após eles terem alugado o carro usado no atentado, no dia 21 de fevereiro. Vale lembrar que o veiculo teria que ser entregue nesta sexta-feira (15/03), ou seja, dois dias após o ataque, o que reforça mais a teoria de crime predeterminado. O aluguel do carro foi pago com cartão de crédito.

 

Policiais civis do Instituto de Criminalística (IC) fazem perícia no Ônix alugado pelos responsáveis do massacre na escola suzanense – Foto Rovena Rosa / Agência Brasil

 

O delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, revelou que a polícia já sabe que o crime estava sendo planejado ao menos desde novembro e as conversas entre os comparsas ocorriam principalmente de forma presencial, já que moravam perto um do outro

 

Pessoas que conviviam com os atiradores disseram à polícia que já tinham ouvido deles referência ao ataque da escola Columbine, nos Estados Unidos, que deixou 13 mortos e 24 feridos em 1999. “Quem ouviu eles falando sobre isso ou não levou a sério ou ficou com medo”, disse o delegado-geral .

 

Ainda segundo o delegado-feral, até o momento é uma “presunção” de que um dos assassinos tenha atirado no outro e depois se suicidado. A conclusão sobre a morte dos assassinos depende ainda de informações que serão trazidas pela perícia.

 

O delegado-geral informou que não está claro ainda se a morte de Jorge Antonio de Moraes, o Jorginho, tio de Guilherme, foi motivada por vingança, já que ele chegou a contratar o sobrinho para trabalhar em sua empresa, mas teve que demiti-lo por causa de pequenos furtos. Jorginho tinha uma locadora de veículos e no mesmo terreno um lava-rápido, onde o sobrinho trabalhou.

 

Os dois rapazes que invadiram a Escola Raul Brasil e cometeram o massacre

 

*Com informações de  Bruno Bocchini, da Agência Brasil, São Paulo

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Hacker preso por planejar massacre na UnB inspirou assassinos suzanenses

O hacker Marcelo Valle Silveira Mello, criador de página que pode ter inspirado o ataque em Suzano – Reprodução 

 

Saulo Araújo – Do Metrópolis – Os autores do massacre desta quarta-feira (13/03), que teve 10 mortos e ao menos 23 feridos em Suzano, no Alto Tietê – região que ocupa a porção leste da Grande São Paulo, pegaram dicas de ataque em massa numa página virtual criada pelo hacker Marcelo Valle Silveira Mello, preso em 2012 pela Polícia Federal, acusado de planejar um atentado a estudantes da Universidade de Brasília (UnB).

 

De acordo com os investigadores, os responsáveis pela tragédia na Escola Estadual Raul Brasil – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25 – faziam visitas constantes ao fórum Dogolochan, idealizado por Valle há cerca de uma década.

 

Em 2018, Marcelo Valle foi condenado a 41 anos, 6 meses e 20 dias de prisão, condenado por racismo, ameaça, incitação ao crime e terrorismo por meio da internet.

 

Seis dias antes de entrarem atirando em inocentes no colégio localizado no interior de São Paulo, Guilherme e Luiz Henrique publicaram sobre o ataque no Dogolochan. Eles supostamente agradeceram a ajuda de outros membros e deixaram rastros para avisar internautas sobre o crime.

 

Um print mostra o que pode ser um dos atiradores agradecendo DPR, o administrador do Dogolachan, pelos conselhos recebidos.

 

“Muito obrigado pelos conselhos e orientações, DPR. Esperamos do fundo dos nossos corações não cometer esse ato em vão. […] Nascemos falhos, mas partiremos como heróis. […] Ficamos espantados com a qualidade, digna de filmes de Hollywood”, diz a mensagem.

 

Outros usuários questionaram se os atiradores eram integrantes do grupo, e a resposta dada por um dos administradores foi positiva.

 

O fórum extremista é conhecido como um local onde a prática de crimes é abertamente discutida. Tópicos abertos mostram que os dois homicidas pediram dicas de como realizar a barbárie.




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